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Dra. Renata Viana S. Diciomo – Reumatologista em Vila Mariana, São Paulo – SP

A reumatologia é a especialidade da medicina dedicada ao cuidado de doenças que afetam o sistema musculoesquelético — ou seja, ossos, articulações, músculos, tendões e ligamentos.

Essas doenças podem ter origem inflamatória, autoimune, degenerativa ou metabólica e, na maioria das vezes, causam dor, rigidez, inchaço e limitação de movimentos.

Quando buscar avaliação especializada?

Nem toda dor nas articulações é simples ou “coisa da idade”.
Quando a dor se torna persistente, retorna com frequência ou vem acompanhada de inchaço e rigidez, é hora de procurar avaliação de um médico reumatologista.

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Principais sinais de alerta:

  • Dor articular que dura mais de uma semana
  • Rigidez ao acordar, que melhora apenas após movimentar-se
  • Inchaço ou calor em torno das articulações
  • Fadiga constante e sensação de corpo “travado”
  • Dores musculares difusas e sem explicação
  • Deformidades progressivas nas mãos, joelhos ou pés

Esses sintomas podem indicar o início de doenças reumáticas inflamatórias ou degenerativas, que precisam de acompanhamento adequado.

Doenças mais comuns acompanhadas pela reumatologia:

A reumatologia abrange uma grande variedade de doenças.
A seguir, conheça as mais frequentes e suas principais características:

Artrite reumatoide

Doença autoimune inflamatória crônica que atinge principalmente as articulações das mãos e punhos.
Provoca dor, calor, inchaço e rigidez.
Sem tratamento, pode causar deformidades e perda de função.

Artrose (ou osteoartrose ou osteoartrite)

É o desgaste da cartilagem articular, mais comum com o envelhecimento.
Geralmente a dor aparece ao se movimentar e melhora com o repouso.
Afeta principalmente joelhos, quadris, mãos e coluna.

Espondiloartrites

Grupo de doenças autoimunes que inclui a espondilite anquilosante e a artrite psoriásica.
Causam dor lombar, rigidez matinal e inflamação em articulações maiores, como quadris e ombros.

Lúpus eritematoso sistêmico

Doença autoimune que pode atingir articulações, pele, rins e pulmões.
Os sintomas variam, mas incluem fadiga, dor articular e manchas na pele.

Gota

Distúrbio metabólico causado pelo excesso de ácido úrico no sangue.
Gera crises de dor intensa, inchaço e vermelhidão, muito frequentemente no dedão do pé, mas podendo acometer outras articulações.
Pode ser controlada com dieta e medicamentos.

Fibromialgia

Síndrome caracterizada por dor difusa, cansaço extremo e sono não reparador.
Não há inflamação visível, mas o impacto na qualidade de vida é grande.
A abordagem inclui atividade física, ajustes no sono e estratégias para o controle da dor.

Osteoporose

Doença silenciosa, sem dor, que reduz a densidade dos ossos e aumenta o risco de fraturas.
A prevenção inclui ingestão adequada de cálcio e vitamina D, atividade física e acompanhamento regular.
Quando já instalada a doença o tratamento é necessário, pois as fraturas podem comprometer a autonomia e a mobilidade.

O que são doenças autoimunes?

Como você pôde perceber, muitas condições dessa área são autoimunes — quando o sistema imunológico passa a atacar os próprios tecidos do corpo.
Essas doenças causam inflamação crônica, podendo afetar articulações, pele, olhos, rins e outros órgãos.

O tratamento adequado busca controlar a resposta imunológica, evitar danos permanentes e melhorar a qualidade de vida.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico das doenças musculoesqueléticas e autoimunes exige avaliação clínica detalhada e muitas vezes exames específicos. Detectar precocemente é essencial para evitar complicações e sequelas.

Entre os exames utilizados estão:

  • Exames de sangue, que identificam marcadores inflamatórios e autoanticorpos
  • Radiografias e ultrassonografias, que mostram inflamação e lesões articulares
  • Ressonância magnética, útil em casos complexos
  • Densitometria óssea, para avaliação da osteoporose

Tratamento e controle das doenças reumáticas

O tratamento é sempre individualizado.
Cada pessoa apresenta sintomas, intensidade e ritmo de evolução diferentes. Por isso a avaliação médica adequada é fundamental para definir não apenas o diagnóstico, mas também para definir qual a melhor conduta para cada paciente, dadas as suas particularidades.

De uma forma geral, os principais objetivos são reduzir a inflamação, controlar a dor e manter a função articular. As estratégias incluem:

  • Medicamentos anti-inflamatórios, imunomoduladores ou biológicos, conforme o tipo de doença
  • Atividade física regular, adaptada a cada caso
  • Fisioterapia e exercícios de fortalecimento, para preservar mobilidade
  • Reeducação postural e controle do peso corporal
  • Orientação nutricional e suplementação de cálcio e vitamina D, quando necessário

Em muitas doenças crônicas, o tratamento é contínuo e exige acompanhamento regular.

A importância da atividade física

O movimento é um grande aliado no controle das doenças musculoesqueléticas.
A atividade física fortalece músculos, melhora o equilíbrio, protege as articulações e alivia a dor. O importante é respeitar os limites do corpo e manter a regularidade.

atividade física melhora da dor melhora da função articular

Exercícios mais recomendados:

  • Caminhadas leves
  • Alongamentos
  • Pilates e yoga
  • Hidroginástica
  • Tai Chi Chuan
  • Treinamento com pesos leves ou elásticos

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diagnóstico precoce faz diferença!

Muitas doenças reumáticas começam de forma discreta, com dores leves ou cansaço.
Se o movimento passou a doer, se há cansaço constante ou sinais de inflamação, é hora de buscar orientação.
Com o tratamento adequado, é possível reduzir sintomas, evitar deformidades e manter uma vida ativa e feliz!

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